15/07/09| NPA
Arqueólogos encontram vestígios com mais de 1.200 anos em MG
Pesquisadores descobriram, em Montes Claros (MG), vest?gios de ancestrais que viveram na regi?o h? cerca de 1.200 anos. O trabalho dos arque?logos no Parque Estadual da Lapa Grande j? come?a a ser analisado em universidades.
O parque tem 8 mil hectares reservados ? natureza. Criado por um decreto em 2006, o espa?o preserva a nascente do Rio Pai Jo?o e a vegeta??o de mata seca e cerrado. Por?m, al?m da paisagem, o local tamb?m abriga um recanto de pesquisas com mais de 40 s?tios arqueol?gicos.
Neles, os arque?logos procuram, sob a terra, informa??es sobre objetos usados pelos habitantes antigos da regi?o. Em uma das escava??es, o arque?logo Rodrigo Tobias J?nior encontrou uma esp?cie de lan?a de madeira.
O trabalho dos pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade de S?o Paulo come?ou no final de 2006. Com as primeiras escava??es feitas pelo grupo na Lapa Pintada, em 2008, foram encontrados vest?gios de fogueiras e ossos de animais de 7.800 anos. Por?m, a principal descoberta veio com o trabalho em 2009: amostras da vegeta??o de 1.200 anos atr?s.
Lucas Bueno, professor respons?vel pela pesquisa, garante que os achados vegetais s?o dif?ceis de encontrar. Por isso, mesmo sendo menos antigos, despertam o interesse da comunidade cient?fica. "Temos encontrado sementes de ab?bora, pequi, feij?o, milho, que remontam 2.000 anos atr?s. Elas fazem parte das primeiras evid?ncias dos alimentos cultivados", diz.
O material recolhido na gruta ? levado para um laborat?rio improvisado na sede do parque. Depois da lavagem, os sedimentos s?o separados pelo peso. J? seca, cada por??o ? peneirada e depois segue para an?lise nas universidades.
O foco do trabalho n?o ? apenas cient?fico. Para Bueno, aproximar a comunidade deste conhecimento ? parte fundamental do processo. "Um dos objetivos principais ? gerar conhecimento e transmitir isso para as pessoas, trazendo a comunidade para participar do nosso trabalho".
Isso s? ser? poss?vel quando for definido o plano de manejo que vai abrir as portas do parque para a visita??o p?blica. "Na verdade, ? preciso definir quais ser?o as ?reas pr?prias para uso p?blico, o que pode ser feito na pesquisa e de que maneira pode ser feito. Isso vai definir o uso p?blico do espa?o", diz Ant?nio C?sar da Cruz, gerente de n?cleo do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. (Fonte: G1)